quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dos filhos, da educação...

Aurora Boreal

Ao abrir meus emails hoje, logo cedo, havia dois emails de um amigo da UTFPR de Toledo que muito me emocionaram. E como tenho estado muito emotiva nesses dias, é claro que chorei!

O primeiro email era sobre Tony Melendez, um músico da Nicarágua que nasceu sem os braços, mas toca violão com os pés. Eu já tinha visto alguns vídeos dele. Mas toda vez que tenho a oportunidade, vejo novamente, e me emociono novamente. Adoro histórias de superação, porque elas me fazem ver o quanto sou pequena, o quanto sou um nada diante das coisas do mundo e o quanto sou grande para Deus... somente Ele nos enxerga de verdade. Inclusive o outro email era exatamente sobre isso, sobre a nossa invisibilidade para os outros, menos para Deus. O vídeo que estava neste segundo email falava sobre pessoas que dedicaram sua vida arduamente em grandes trabalhos, mas que não tiveram devido reconhecimento, e seus trabalhos, hoje, contêm a inscrição “autor desconhecido”.

Logo após, li uma entrevista do neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho. Quando a Revista Poder perguntou se existe alguma coisa que podemos fazer para o cérebro funcionar melhor, a resposta foi certeira: "É PRECISO TRATAR DO ESPÍRITO. Estar feliz, de bem com a vida, exercitar-se. A memória vai embora com a depressão e baixa estima. É preciso ter motivação, acordar de manhã com desejo de fazer algo melhor, e ter prazer naquilo que se faz."

E não é só a memória não! A nossa vida depende do nosso estado de espírito!

Enfim... todos esses emails me fizeram refletir hoje, e atingi vários pontos durante essa reflexão sobra a vida, as pessoas, os costumes. Até que cheguei em um ponto sobre o qual gostaria de falar. Embora pouco tenha a ver com os emails, diretamente, tudo está interligado na minha cabeça.

Cada vez mais eu agradeço aos meus pais pela educação rigorosa que tive. Cada vez mais me convenço de que o que falta nas pessoas tem sido educação. A boa e velha educação, aquela que vem do berço, aquela que te faz ser uma pessoa boa ou má educada.

Hoje, encontramos pessoas que são legais em um dia e mal-humoradas noutro. São “bipolares”, “depressivas”, e várias outras justificativas. Quando eu era criança, isso era falta de educação.

Hoje, as crianças são hiperativas, “espertas demais”. Quando eu era criança, isso era falta de educação.

Hoje as crianças gritam com os pais, tios, avós, e ninguém faz nada porque a criança é “ativa demais”, “inteligente demais”, “dá respostas de adulto”. Quando eu era criança, isso era falta de educação.

Quando eu era criança, passava o primário com a mesma mochila. Depois trocava para ir para a quinta série. Depois só tinha outra para o Ensino Médio. E não era por falta de dinheiro, porque meus pais podiam me dar uma nova a cada ano se quisessem. Mas era por valores mesmo. Por valores que eu mesma construí a partir daquilo que meus pais me ensinaram. Ou seja, EU NÃO LIGAVA A MÍNIMA PARA AS MOCHILAS! Isso pode parecer pequeno, mas não é. Não para mim, porque isso exemplifica o modo como cresci, o modo como dou valor para as coisas.

Quando eu fiz curso de noivos, em uma daquelas dinâmicas de casais, descobri que um dos três atributos que o Janderson mais admirava em mim era o meu discernimento, que ele representou com a palavra BOM SENSO. Ele jamais soube, mas isso significou e significa muito para mim, porque está relacionado ao caráter, à educação. Saber usar o bom senso é saber se relacionar em sociedade, é saber compreender, relevar, até mesmo o modo de criticar.

Eu sei que... pensando nessas coisas todas, eu passo a ficar um pouco assustada com a maternidade. Entre todas as coisas que envolvem a maternidade, o que mais me assusta é o modo como meu filho irá receber a educação que daremos. E mais, será que eu serei muito rigorosa? Tenho certeza que sim! Então a pessoa tão “louca”, tão liberal, tão desinibida será uma mãe careta? É o que parece!

Eu não suportarei ter um filho sem educação, que não saiba o valor de respeitar os mais velhos, porque não entende o valor da experiência de vida... que não saiba o valor que as coisas realmente têm, porque se importa mais com aparências... que não saiba apreciar a maravilha de um pôr-do-sol porque está na internet.... que não saiba apreciar um bom livro porque está vendo a novela... que não saiba pedir por favor porque acha que o mundo é o seu umbigo, ou o que está em volta dele... que não saiba o que realmente é necessidade e futilidade.

Não é preciso saber o nome de todas as coisas, o resultado de todas as contas, a geografia, a ciência... é preciso saber desde cedo o que é reciprocidade, solidariedade, caráter, GENTILEZA... RESPEITO.

Sabe aqueles problemas nas escolas? A falta de respeito com os colegas e professores? É a educação de berço que anda faltando por aí... olha o que eu li hoje: “E aí a culpa é jogada nos pais. Por não mostrarem o certo e o errado. Não abrirem um tempo de qualidade com os filhos. Esquecê-los em frente a um computador ou televisão. O de sempre. O aluno que peita o professor também xinga os pais. Aric Sigman, da Royal Society of Medicine, em Londres, autor do livro The spoilt generation (A geração mimada), afirma que, hoje, até criancinhas nas creches jogam objetos e cadeiras umas nas outras. ‘Há uma inversão da autoridade. Seus impulsos não são controlados em casa. É uma geração mimada que ataca especialmente as mães’, diz ele.”

O mundo, as facilidades de hoje, o dinheiro... tudo conspira para que os antigos valores se percam entre os dias corridos, entre o comodismo... porque tem coisas para as quais é mais fácil ceder que ter de negar, e explicar...

Mas eu não quero perder isso em mim. E se um dia Deus confiar a mim um filho, é assim que vai ser. Se vou conseguir? Eu aposto que sim!

Enfim... eu acredito na bondade do ser humano. Já dizia o profeta: “Gentileza gera Gentileza!” Claro que sim!

E mais um monte de coisa que eu to sentindo e queria falar... mas fica para a próxima!


Links dos videos citados:
Tony Melendez -http://www.youtube.com/watch?v=dvFMBXNcXcU

A mulher invisível- http://www.youtube.com/watch?v=WBSAVK2xLgU


Priscilla Mamus

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Coisas de aparência!





Inspirada pelo blog da minha amiga pernambucana, a Joanna (http://www.noivaperfeccionista.blogspot.com/), fiquei com vontade de falar aqui sobre algo que me atormenta desde meus 15 anos: meu peso!

Quem me conhece, sabe que eu só soube o que é ter menos que 60 quilos até os 14 anos. Depois dos 15, a balança virou minha inimiga e desde então seu maldito ponteiro me cutuca!!

A questão é que só hoje eu percebo que, na verdade, a balança sempre foi minha grande amiga: a mais sincera de todas!

Todos as vezes que eu solicito sua companhia, lá está ela disposta, pronta para me mostrar a verdade nua e crua... e gorda! É como se ela, lentamente, a cada número que vai subindo, fosse me dizendo: "tá subindo mais que semana passada.... você comeu demais esse final de semana, heim?! Ai, Priscilla, você me sufoca.... socooorro...." Até que, por fim, eu ouço ela gritar: "sai de ciiiima sua gooooorda"....

E rapidamente eu a deixo respirar na promessa de não machucar na próxima subida!!rsrs...

E as vezes isso acontece mesmo, eu emagreço.... mas não adianta: estou fadada a ser mesmo uma sanfona!!

Embora eu adore esse instrumento ( que inclusive minha mãe toca!), gostaria mesmo é de parecer mais um violão: afinal, é mais simples, mais leve, e todo mundo gosta!! Já a sanfona tem gente que acha chato!!!rsrs

Minha situção complicou de vez depois que casei, pois ao querer agradar meu maridão lindo, faço comidas gostosas para ele, e o acompanho nos jantares. Foi ai que meu "fole" começou a esticar mais do que comprimir!!!

Para ajudar, um problema na bexiga e uma semana daquelas que toda mulher tem no mês me impediram de malhar por 2 semanas... ou seja..... duas semanas a mais só adquirindo!



Hoje fui fazer uma consulta na ginecologista e ela me pesou e mediu: descobri que tenho 1cm a mais do que sempre achei que medisse!!!kkkkkk Tenho quase 1,66 ... kkkkkkkk

Mas não foi só o tamanho que errei para menos... o peso também... engordei de novo.... 67kg e 800gr.... eu já sabia por causa de outro grande amigo, o espelho. Mas precisei ouvir a velha parceira balança para criar vergonha na cara!!!rsrs

E não adianta eu querer dizer que é ansiedade, hormônio, estresse, depressão, felicidade, qualquer coisa, ruim ou boa.... eu engordo simplesmente porque eu como! E como como!!rs


Estou mais longe ainda dos meus tão almejados 62kg!!!

Mas hoje é segunda-feira, e como segunda-feira é o dia mundial da dieta e eu sou brasileira, não desistirei! Frutas, cereais, iogurte, saldadas... todos na minha geladeira me aguardando!! E academia!!


Até mais!!

Nos vemos daqui a menos 7 kilos!!!!!


terça-feira, 12 de abril de 2011

Amor que tudo é...

Sóbrio e insano é o coração dos que amam...

De tamanha sobriedade, enlouquece...

De sereno e calmo, atordoa...

E a insanidade vasta, que devasta a alma,

Faz chover alegria e dor...

Mas é amor, amor amado

Amor querido e avassalador...

E o amor que tem amor de volta

Nada mais de volta quer

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


Marinas

E se de tudo, o que restou foi saudade
É porque não foi bom para ser sempre... É porque a saudade foi a única coisa que pode mostrar que foi melhor do que se pensou... Mas o tempo passa... E talvez nem mais saudade se sinta... Apenas lembranças...

terça-feira, 23 de março de 2010


Foto: Priscilla Mamus


Sou a minha própria gravidade...
Das minhas flutuações, sou escolha e dúvida
Sou rocha e lágrima
Ódio e amor

Priscilla Mamus

Foto: Janderson Paulo

Me abrace... diga que o tempo parou, mesmo que seja clichê... qual a graça de um abraço se o tempo não parar, e o mundo sumir... assim... na eternidade do momento.
Me abrace forte... segure quando da minha queda... tome minha insegurança... agarre cada sentimento, cada sentido, cada sonho... não, não me tome... mas me abrace...
Me abrace sempre e para sempre... em vida, em sonho... repentinamente, rapidamente... profundamente envolvido... sinicamente apaixonado... fraterno e desejoso...
Me abrace com o abraço que nunca tive de ti, daquele de onde se tira carinho... e só... um somente que é tudo e nada... flor e faca... que encanta, e fere, e mata...
E de um tão somente abraço, nasce a flor, o desejo e a saudade...
E da flor, o encanto ostensível...
E do frívolo desejo, o prazer...
E da saudade, a reincidência...
Mas que abraço...?
Pueril... ledo engano.


Priscilla Mamus

sexta-feira, 19 de março de 2010


Lago Municipal - Toledo, Pr
By Priscilla Mamus


E quando eu penso em saudade, é em mim que penso
Não a saudade daquilo que passou, daquilo que se foi, daquilo que não volta mais...
Não é saudosismo, lamento ou lembrança...
É saudade de mim...

Não é saudade do que fiz, do que fui...
É aquela saudade que fica quando o pensamento se adianta às coisas do agora...
É aquela saudade que ainda vou sentir do agora que poderia ter sido...
É aquela saudade que não dói, que não magoa, que não machuca...
É saudade de mim...

E quando vier o depois, e o depois, e o depois
O agora será sempre antes...
E pensar no antes é saudosismo...
A saudade que eu tenho é de hoje, desse exato momento, do agora
E dos agoras que virão depois
E que me farão ter saudade de mim...

Priscilla Mamus